segunda-feira, 25 de junho de 2007

Inverno?

Não está mais frio! Não estou mais em férias! Não tenho mais férias... Não tenho mais 18 anos...
O tempo passou, as estações mudaram, mas tudo isso já era esperado. Outras coisas esperadas, mas improváveis também acontecem. Pessoas amadurecem. Eu amadureci...
Com o tempo algumas coisas se renovam, outras mudam e poucas são até mesmo esquecidas. Comigo foi assim, porque com você não seria?
Dr Brown criou um carro que quando atinge certa velocidade te permite voltar no tempo! Eu tentei, mas a única coisa que atingi foram outros carros...
O futuro é tão certo e concreto quanto as besteiras que se faz no presente!
Eu voltaria atrás agora? Não! Tudo que passou ficou. Não só ficou como trouxe novas oportunidades, novas mentalidades, novas estações...
O presente já é passado, que vem engolindo o futuro com um apetite que vontade alguma consegue acompanhar
Não tenho mais 18 anos! Não estou em férias... Não está mais frio!

domingo, 17 de junho de 2007

Lobos...

Não tem Pedrinho, Chapéuzinho muito menos porquinhos, mas é um texto de lobos! Lobos? Lobos!
Os lobos são aqueles que sempre se saem mal nas histórias de contos de fadas. São também os animais cruéis dos filmes de terror. Podem ser também o alter-ego de seres mitológicos influenciados pela lua cheia.
Os lobos em questão são estudados em virtude de seu comportamento de caça. Alguém já ouviu uma história bem sucedida de alguma dupla de lobos? Essas até o Discovery desconhece. Só existem histórias de lobos solitários, ou lobos em matilha. Seria assim na vida real?
É impressionante como duplas de lobos passam fome. A caça não é o suficiente? Sim, é mais do que farta! Mas o que atrapalha o lobo? O lobo!
Em matilha os lobos se atrapalham, mas como são mais de dois, sempre tem o lobo que come pelas beradas e consegue saciar sua fome. Consegue até comer...
O lobo solitário é outro... Precisa coragem para ser lobo solitário, mas não há outro canino para atrapalhar...
O lobo atrapalha o lobo? Bom isso é o que Hobbes já dizia, "Homo homini lupus", o homem é o lobo do homem.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Memórias de museu

Com a cabeça pesada de tanta nostalgia você tenta dormir. É obvio que não consegue. Foram só três meses de relacionamento, mas parece que as lembranças se acumularam nesses quase 3 anos que vocês não se viam.
Feriado não emendado não tem praia, não tem Campos, mas tem cinema. Depois de passar o dia fazendo trabalho você escolhe uma companhia e vai.
Shopping lotado, cinema idem. É aí que vocês escolhem comprar os ingressos pela maquininha com cartão de crédito. Porém, até ela tem fila. É impressionante como os momentos de fila e elevador têm o dom de deixar as pessoas constrangidas.
É então que no meio de tantas pessoas você vê um rosto familiar. Porém, seu cérebro está em ritmo de feriado, e até você saber quem é os segundos vão passando lentamente.
É ela! Nossa, faziam quase três anos que vocês não se viam. Como o tempo passa, como as coisas mudam, mas não ela. Parece que foi ontem que vocês se viram pela última vez e deram aquele beijo, já não mais apaixonado, de despedida, que você sabia que seria o último.
Os olhares se encontram, se evitam e numa tentativa falha de fingir que não viu, mostra indiferença. O seu corpo prova o contrário. A temperatura sobe, as pernas estremecem e o coração vêm parar na boca.
Sem saber como agir, você passa por ela fingindo que não viu. Tira do bolso o pouco de coragem que tem e vai dar “oi”. É um clima tenso e forçado, tão forçado quanto o fim de namoro que vocês tiveram.
Ela estava estudando, você também. Agora ela trabalha, você também. Você mostra que está bem sem ela... Infelizmente ela também.
Vocês se trombam algumas vezes até que você entra no cinema. O filme da tela é muito bom, mas não tão bom quanto o que passa em sua mente. Um filme de recordações, em que algumas partes têm aquela mesma sala de cinema que você está, mas em um contexto muito diferente.
Nos climaxes têm as mensagens apaixonadas, os beijos, cartas e as brigas.
Os filmes passam e as luzes ascendem.
Em casa, sozinho, tentando dormir, você tenta enfiar em sua cabeça que não dá para viver de passado, mas essa idéia resiste em entrar, pois naquele momento sua cabeça já está lotada. Está cheia de nostalgia.

domingo, 3 de junho de 2007

Ogro brazuca em crise existencial

Ele é engraçado, é grande, verde, e está de volta aos cinemas com o filme Shrek 3, que estréia no Brasil no dia 15 de junho, mas se você espera encontrar uma resenha do filme pode parar agora e ir procurar no Guia da Semana, Vejinha ou no Omelete. O que acontece é que o personagem estará ajudando o McDonald's americano a vender a refeição Happy Meals, sendo que o ogro não ficaria associado a batatas fritas e hambúrgueres, segundo a empresa de fast food americana.
Isso se deve em parte porque Shrek foi anunciado em janeiro garoto propaganda da Small Step, em uma campanha de prevenção à obesidade infantil cujo objetivo é estimular crianças e famílias a viverem de forma saudável. Sendo que o governo americano lançou essa campanha no começo fevereiro, como um esforço publicitário para estimular as crianças a comer melhor e fazer mais exercícios. Em tal empreitada, Shrek aparece na televisão convidando as embushadas crianças americanas a saírem da frente da TV ou do computador por pelos menos 1 hora por dia para brincar lá fora e fazer exercício.
Podemos ver que o próprio Shrek, apesar de aparecer sempre se esbaldando nos filmes, está levando a sério a idéia de brincar e fazer uma hora por dia de exercício, pois o resultado disso são os três pequerruchos que aparecerão na telona em junho. Comendo ou não, Fiona pode confirmar que Shrek anda representando em suas atividades físicas.
Porém, como Shrek já nos mostrou que nem tudo é um conto de fadas, o grupo ativista Campaign for a Commercial-Free Childhood quer que o Departamento de Saúde dos EUA pare de usar o verdinho como garoto propaganda. Isso porque aponta conflito de interesses, uma vez que o filme Shrek 3 tem vínculos promocionais com marcas de alimentos não saudáveis, como refrigerantes, chocolates, cereais açucarados e também com o McDonald's.
Como defesa, o McDonald’s diz que Shrek vai promover saladas, leite, maçã em fatias e outros itens que entraram para o cardápio da rede nos últimos anos em resposta às criticas de que seus produtos contribuem para a obesidade infantil.
Contudo, parece que nosso ogro verde e amarelo não ficou sabendo da postura adotada pelos gringos, pois a cena que você encontra ao chegar ao McDonald’s é de brilhar os olhos do diretor Morgan Spurlock.
Logo de cara você encontra um banner de Shrek com um sanduíche, mas não um lanchinho comum, e sim o SuperCheddar Pepperoni. Um suculento lanche com dois tipos de queijo, carne, tomate e peperoni. O melhor é que o ogro não veio sozinho, pois sua adorável mulher, seus bixinhos de estimação e o biscoito também entraram na onda para divulgar o novo molho para batata, além de outros tipos de lanche e sorvetes. Saudável não?
O ponto não é o alinhamento global da campanha, mas sim a postura adotada pelo gordinho, pois mesmo indo contra a posição tomada pelos norte-americanos, o McDonald’s brazuca mostra um ogro com uma identidade muito mais coerente com a apresentada nos filmes.
Coerências e gorduras trans a parte, recomendo aproveitar o lado ogro do personagem, antes que campanhas lights como a americana venham em peso para nosso país, pois não é todo dia que o McDonald’s acerta em cheio o estômago dos Mcficionados, ainda mais depois da bola fora do Spider Wooper da concorrência. E para aqueles preocupados com a saúde e bem estar, nada como uma hora de exercício diário igual ao do Shrek, basta achar sua Fiona por aí.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Um mundo que não é redondo, é virtual

De acordo com Francisco Gracioso[1], foi-se o tempo que os meios de comunicação eram pouco explorados, sendo que os meios tradicionais estão sendo incorporados em grandes arenas da comunicação. Fica cada vez mais evidente que os anunciantes e agências devem expandir seus pensamentos e apropriar-se do máximo de arenas possíveis.
No Brasil, aproximadamente 14 milhões de pessoas já acessam a internet em suas residências e ficam on-line por volta de 20 horas/mês, deixando o Brasil como primeiro colocado mundial em tempo de permanência na internet doméstica
[2]. Com estes dados, é possível inferir que há um processo de migração para o mundo virtual, onde são realizadas inúmeras atividades como: busca por informações, negócios e relacionamentos pessoais, chegando ao ponto de ser ter uma “segunda vida”.
O Second Life é um simulador da vida real, criando um mundo virtual totalmente 3D. Nele, além de interagir com jogadores de todo o mundo em tempo real, é possível também criar seus próprios objetos, negócios e até mesmo personalizar completamente seu avatar, tudo em modelagem 3D. A possibilidade de criar objetos e negócios neste mundo virtual tem despertado o interesse de inúmeras empresas, fato este que é explorado por algumas agências que utilizam-se de tal meio para criar eventos, peças publicitárias e outros tipos de comunicação no simulador. A questão principal é se os investimentos são justificáveis, ou não passam de uma atitude precipitada de utilizar-se de um meio ainda instável e pouco explorado.
É possível notar que o Second Life, revoluciona o meio digital e de maneira indireta impacta outras arenas da comunicação, como por exemplo o universo da moda, o mundo do esporte e do patrocínio, os grandes eventos, feiras e exposições e acima de tudo o mundo do entretenimento. O simulador surge como um novo formato nessa nova era onde todas opções de meios devem se avaliadas com o intuito de melhor direcionar sua mensagem para um target específico.
Todavia, deve-se manter a atenção para não se perder o foco no que é o mais importante, que é a idéia da campanha, pois acontece que o número de brasileiros ainda é pequeno no simulador, e como a estrutura tecnológica do brasileiro é aquém da ideal pra acessar o Second Life, pouca gente consegue utilizar o meio com facilidade, tornando a base de espectadores atingida muito restrita, não atendendo a expectativa da maioria dos clientes. E uma vez que toda ação bem feita mobiliza uma equipe considerável, tempo e verba, muitas vezes pode acabar não compensando o esforço para o resultado.
Contudo, não se deve esquecer o fato de que o brasileiro é um entusiasta de rede social, o que tornará o Second Life em uma espécie de novo Orkut, segundo Abel Reis, vice-presidente de tecnologia e projetos AgênciaClick. Ainda mais que um quinto dos internautas serão usuários de algum mundo virtual até o final de 2011, segundo estimativas de uma pesquisa realizada pela Gartner, uma das duas maiores consultorias de análises de mercado dos EUA.
Com isso, o pioneirismo das ações do Second Life garantem uma maior credibilidade em um futuro próximo, por ter sido vanguardista. Porém, para o sucesso de tal concepção é muito importante que, além da mídia online, sejam utilizadas outras ferramentas de divulgação, como a mídia off-line e um trabalho intenso da assessoria de imprensa e RP.
Steve Prentice, vice-presidente da Gartner, acredita que as empresas da economia real não devem ignorar o crescimento desses mundos e garante que existirá um impacto nos negócios ao longo dos próximos cinco anos. O que nos leva a concluir que, assim como outros meios, o Second Life possui estágios e deve ser explorado de maneira adequada, de acordo com a etapa que está. O simulador encontra-se, atualmente, em um estágio de crescimento, onde devem ser exploradas as ações pioneiras e inovadoras, pois chamarão não apenas a atenção dos usuários, mas do mercado como um todo, repercutindo de maneira espontânea em outras mídias, criando o tão explorado buzz marketing.
O próximo estágio, que deve ocorrer entre 2009 e 2011, será um estágio de maturidade, onde o Second Life terá um aumento tímido do número de usuários se comparado aos números atuais, porém estes serão freqüentadores assíduos do simulador, não utilizarão apenas por curiosidade, mas sim como uma opção consolidada de entretenimento. Neste estágio os anunciantes o marcarão presença no simulador com ações de longo prazo e com intuito de melhorar o relacionamento do consumidor com a marca, como uma fonte alternativa de experiência, visando reforçar seu posicionamento no mundo virtual, diferente das ações atuais que são de curto prazo e têm como intuito criar um impacto instantâneo nos usuários.
Deve-se reforçar que o Second Life, assim como hot sites, concursos culturais, mobile marketing e outros recursos do meio digital, é apenas mais uma das muitas ferramentas de comunicação ao dispor dos profissionais de mídia, e a utilização deste deve ser extremamente planejada antes de sua implementação. Não há uma receita a ser seguida e os resultados das ações são incertos, porém, o Second Life está cada vez mais ganhando seu lugar no mundo publicitário, e os profissionais que ignorarem sua presença estão sujeitos a abrir mão de um meio de comunicação que tende a ser de grande valia para o mercado.
[1] GRACIOSO, Francisco. As Novas Arenas da Comunicação. Revista da ESPM, Volume 13, Ano 12, Edição no 5, Setembro, 2006
[2] IBOPE//NetRatings divulga dados sobre o uso crescente da Internet. Site Oficial do Ibope, 28 de Março de 2007

sábado, 19 de maio de 2007

Quem é Leonardo Reis Longo:

Se tivesse que me descrever, em primeiro lugar deixaria de fundo alguma música do CD “As 7 melhores” de 94, e apresentaria em um layout de Orkut, meu segundo vício, depois do sexo oposto...
Existe o curso Comunicação Social, para alguns existe a Escola Superior de Propaganda e Marketing, para poucos existe o Centro Acadêmico 4 de Dezembro, para raros existe o espírito Ogro.
Existe a Comunicação, para alguns existe a comunicação publicitária, para poucos existe a mídia, para raros o planejamento de tal.
Não encaro o wakeboard como um esporte, vejo como uma fonte de diversão e hematomas, acompanhado de uma tarde ou manhã com meus amigos.
Passo pouco tempo com meus pais e irmão, e com os dois membros do sexo masculino se eu conversar mais de vinte minutos separem porque estamos discutindo. Mesmo assim sei o valor imensurável que eles têm pra mim e como não sou nada sem eles.
Sei que amigos vão e vem, mas nunca abrirei mão de uns poucos e bons. É por isso que sou membro fundador da gangue do biscoito, que mesmo hoje totalmente reformulada, são para quem dedico meu tempo.
Se você procurar em qualquer lugar a descrição de Maresias vai encontrar que é uma praia ótima para surfar e sair de balada. Se me perguntar direi que é o paraíso na terra, bom para surfar e sair, mas melhor ainda para passar os melhores momentos de sua vida junto de seus amigos.
Já ouvi mais de 29 vezes Darth Vader dizer que é pai de Luke Skywalker, mas não me canso de nos momentos de ócio deitar em minha cama, ligar o DVD e passar um tempo na Galáxia muito distante...
Há pessoas que apreciam a boa culinária. Eu aprecio um bom prato, e se você me perguntasse uma receita especial eu diria prontamente “Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim”.
Já diziam que revistas de beleza só fazem você se sentir feio, é por isso que não abro mão de minhas histórias em quadrinhos, desfrutando de horas de diversão em companhia do amigão da vizinhança.
Tenho uma caixinha vermelha onde guardo todas as cartas, bilhetinhos e recados que já recebi. Se já falei que estava apaixonado por uma garota que conheci em menos de uma semana acredite! Sou extremamente volúvel, inconstante, intenso e incompreendido.
Leonardo Reis Longo...
Reis existem muitos, Longo um só!

terça-feira, 15 de maio de 2007

Pedido

- Você pode escrever um texto sobre loucura?
- Posso claro...
Só então você pára para medir o impacto de suas duas palavras! Pode? Como?... Claro? Só se for na sua cabeça...
Você já foi em algum manicômio? Prestou atenção nas aulas de psicologia sem pescar ou perder o foco? Não! Então com que diabos você estava na cabeça pra falar que podia escrever sobre loucura?
É então que ao pensar em diabos você lembra que inventaram a cerveja sem álcool e o estágio não remunerado, que louco faria isso? Só marketeiro mesmo para criar demanda por um produto ou serviço desses.
Bom, já é um começo... Se marketeiros são loucos, pelo menos você está em uma faculdade que gradua as pessoas em loucura. Deve ser por isso que todos insistem em sair pulando e gritando “Louco, louco, louco, louco, louco, ESPM!”.
Pior de tudo, não satisfeitos em gritar despirocadamente, insistem em sair jogando cerveja para todos os lados! Quem joga cerveja fora? Só podiam ser os mesmos alucinados que criaram a versão sem álcool...